
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) afastou a possibilidade de uma solução imediata para os estudantes brasileiros que fizeram mestrado ou doutorado no exterior.
Calcula-se que existam mais de 2.500 pessoas nessa situação aguardando o reconhecimento de uma universidade brasileira para obtenção de diploma. O presidente substituto da Capes, Renato Janine Ribeiro, criticou instituições que realizam acordos de cooperação com entidades estrangeiras que não oferecem cursos de qualidade e defendeu o nível de excelência da pós-graduação do País. Para Janine Ribeiro, apressar o processo de validação de cursos realizados no exterior compromete esse nível de excelência e lembrou que a pós-graduação stricto sensu exige pesquisa e que muitas das instituições estrangeiras avaliadas não têm qualquer tradição nessa aérea. Ele citou uma universidade na Argentina que oferece aos brasileiros um curso de doutorado intensivo com duração de dois meses. "Dois meses em Buenos Aires para passear é muito bom, mas não para fazer uma pós-graduação", disse. O presidente da Capes informou que o Plano Nacional de Pós-Graduação para o quadriênio 2007-2011 prevê uma expansão de 15% do setor ao ano.

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