quinta-feira, 5 de julho de 2007

Palácio de Versalhes


No Palácio de Versalhes há uma galeria onde o brilho e a luz estão por toda a parte. O Salão dos Espelhos foi construído para refletir o poder do Rei Sol, como é conhecido o monarca que o construiu. Testemunha do auge e da decadência da monarquia francesa, o Salão dos Espelhos andava escurecido, desgastado pelo tempo. Esse palácio abrigou a corte mais luxuosa da história da Europa. Os jardins, com suas estátuas, flores, alamedas e lagos, são tão famosos quanto a construção barroca. Distante 30 quilômetros de Paris, Versalhes era o poder afastado do povo.
E nenhum lugar do palácio representa tanto o poder quanto o Salão dos Espelhos, reaberto depois de uma restauração que custou o equivalente a R$30 milhões. São 800 metros quadrados com vista para o jardim. De um lado as janelas imensas, são outro os 357 espelhos refletem ao mesmo tempo a luz de fora e a beleza de dentro. Construído no século XVII, quando um espelhinho de mão era caríssima, é uma completa extravagância com cristal e ouro. Dá para entender como tudo lá intimidava os enviados de outros reinos, que tinham que atravessar sozinhos o salão para encontrar Luís XIV. O rei que construiu o castelo concentrou tanto poder que era chamado de “Rei Sol”. Foi o autor da famosa frase:”O estado sou eu”. Duas gerações depois a monarquia francesa foi derrubada. De lá Luís XVI e a rainha Maria Antonieta foram levados a Paris e executados na guilhotina. Muitos prédios históricos foram destruídos. Por ironia o isolamento salvou Versalhes. Em 1919 o Salão dos Espelhos voltou à história. Lá foi assinado o tratado que pôs fim à Primeira Guerra Mundial. E agora, restaurado, esse patrimônio da Unesco reaproxima a história de quem tem o privilégio de fazer uma visita.
*Jornalhoje.globo

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