sexta-feira, 20 de julho de 2007

Novo tratamento aumenta chance de bebês com leucemia

Em 40 anos, taxa de cura de leucemia linfoblástica aguda passou de 10% para 80%
Uma equipe de cientistas holandeses descobriu um novo tratamento que aumenta a taxa de sobrevivência de crianças de um ano com leucemia linfoblástica aguda, um tipo de câncer agressivo freqüente em crianças e adolescentes. Dirigidos pelo cientista Rob Pieters, do Hospital Infantil Erasmus MC-Sofia, em Roterdã, os pesquisadores trabalharam com 482 bebês de menos de um ano nascidos em 22 países. Embora a leucemia linfoblástica aguda (LLA) seja a doença oncológica mais freqüente em crianças, é biologicamente distinta em bebês de até um ano.

Em uma primeira fase, os pesquisadores aplicaram um tratamento padrão à base de prednisona durante sete dias. Depois, os bebês foram submetidos a um tratamento híbrido que incorporava alguns medicamentos normalmente usados para combater a leucemia mielóide aguda. Passados três anos, os cientistas constataram que 58% das crianças que receberam o novo tratamento não apresentavam nenhum sintoma da doença e que, no ano seguinte, essa taxa era de 47%.

“Achamos que este tratamento híbrido acabará se tornado padrão, embora sejam necessários mais estudos com crianças”, diz a pesquisa. Nos últimos 40 anos, a taxa de cura de crianças com LLA passou de 10% para 80%, mas, em bebês com menos de 12 meses, a taxa de sobrevivência no período após o tratamento, durante o qual a doença desaparece, é menos animadora, já que varia de 17% a 45%.
*G1

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