
Lançadores de tendência se voltam para o movimento sessentista. Vestidos alegres e floridos estão de volta às ruas
Janis Joplin predomina na consciência de Kim Matulova – sobretudo os cabelos soltos, vestidos com babados e os dedos estrangulados com anéis, como os de Joplin.
Matulova, atriz e música que diz estar envolvida em "folk e hip-hop", expressa as suas paixões usando vestidos alegres e floridos, chapéu em formato de quiche e botas estampadas com a imagem de flores do campo. É uma mistura das ruas que ela descreve como uma "tendência hippie urbana – do tipo Bob Dylan, porém, atual".
Ela faz parte de um grupo de definidores de estilo que embarcam em uma "magical mystery tour" dos nossos tempos, bebendo na fonte da estética hippie de suas mães e avós e dando a ela uma cara nova e autoconfiante.
Em alguns redutos do centro de Manhattan e em cidades tão distantes entre si como Miami e Los Angeles, as jovens de vanguarda estão deixando de lado os vestidos trapézio e baby-doll – e as não menos comuns leggings de jeans – favorecendo uma interpretação mais alegre e audaciosa do freak chique.
Distanciando-se das formas estruturadas e da geometria rigorosa, na onda atual dos anos 60, esse visual é alegremente improvisado, com uma graça desimpedida e enfática. "As pessoas não querem ter que pensar no que irão vestir – elas só querem colocar alguma coisa", disse Jaye Hersh, proprietária da Intuition, uma butique de Los Angeles.
O resgate de um estilo que se tornou popular pela primeira vez nos Estados Unidos em meados da década de 60 e atingiu o pico nos meses abafados de 1967 coincide com a chegada de livros, filmes e exposições que celebram o quadragésimo aniversário do Verão do Amor em São Francisco.
*G1 - New York Times

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