segunda-feira, 2 de julho de 2007

Mel vira sistema de alarme contra poluição


Abelhas 'recolhem' substâncias nocivas e indica problemas ambientais

A colméia não é apenas a casa das abelhas: pode ser também um detector sofisticado e relativamente barato de poluentes dos mais variados tipos, indica uma pesquisa feita por cientistas da USP e da Unesp de Bauru, no interior paulista. O mel produzido pelos insetos traz um registro espantosamente preciso das substâncias presentes no ambiente que os cerca, trazendo informações sobre, por exemplo, o uso de pesticidas nas flores que elas visitam.
O trabalho de campo que chegou a essas conclusões foi coordenado por Marcos Vinicius Almeida, mestrando da USP de São Carlos. As amostras provenientes do trabalho das abelhas podem vir de quase todo o tipo de substrato, diz o pesquisador: "Os poluentes que encontramos podem vir da seiva das plantas, da água que as abelhas usam ou mesmo pelo ar, via dispersão atmosférica".
O trabalho é uma prova de princípio de que o doce produto do trabalho das abelhas pode ser usado como um indicador de qualidade ambiental.
Fábricas poderiam simplesmente instalar colméias em seus arredores e depois mandar analisar o mel, em vez de instalar aparelhos complicados. A única desvantagem é a análise do mel, que é relativamente complexa devido à composição do material.
*G1

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