
Alguns, mais conservadores, acreditam que ainda é cedo para comemorar, pois afinal faltam sete meses para o ano se completar. Outros, porém, moderadamente otimistas, com quem nos alinhamos, já vislumbram um ano de economia muito bem sustentada, capaz de proporcionar ganhos substanciais a diversos setores e, de fato, fazer o país dar mais um importante passo rumo ao desenvolvimento. O comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) - soma das riquezas nacionais - é o principal espelho da economia. Quando o PIB apresenta crescimento, mesmo que moderado,há entusiasmo e segurança nos investimentos. E é nessa rota que se encontra o Brasil neste momento.
Divulgados alguns números do primeiro trimestre de 2007, economistas de renome já arriscam dizer que o Brasil fechará o ano com um ganho de 4,5% do PIB. Não apenas o consumo aumentou por força de remuneração um pouco mais robusta (aumento da massa salarial), mas também os empregos cresceram. A área de bioenergia já dá fortes indícios de pujança. Na área urbana, o setor imobiliário deu no primeiro quadrimestre deste ano, um salto de 71% na tomada de crédito para construções. A Embraer registrou alta de 50% em seus pedidos no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2006. No setor de papel e celulose, o retorno por real investido chegou a 13% ao ano, enquanto no restante do mundo essa relação não passa de 6%. A indústria automobilística bate recordes de produção. Toda essa demanda por carros puxa a produção das empresas de autopeças, que investem não só na modernização, mas também na ampliação de suas fábricas e de suas equipes de trabalho.
Diante desse quadro, é líquido e certo que a sustentabilidade da economia do país estará agora, mais do que nunca, dependente de homens de visão empresarial aguçada, capazes de prover seus negócios não apenas com matéria-prima e capital, mas principalmente com talentos capacitados, treinados, para perceber a riqueza do caminho a ser trilhado. O inverso seria desastroso, visto que o brilho econômico não pode ser ofuscado por mão-de-obra despreparada.
Enquanto as receitas superam as de despesas, certamente crescem proporcionalmente as oportunidades de trabalho e estas, ativos intangíveis, se transformam em insumo indispensável para os que queiram entrar no círculo virtuoso do crescimento sustentável. Não se pode, portanto, deixar passar tamanha oportunidade, “perder o bonde da história”, principalmente quando o país dispõe de empresas de recursos humanos fortemente especializadas e voltadas para a busca, identificação e treinamento de pessoas talentosas e comprometidas com o fazer acontecer.
* Hélio Rangel Terra é formado em Ciências Contábeis e Atuariais com pós-graduação em Harvard, é presidente da Manager Assessoria em Recursos Humanos.

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