quarta-feira, 20 de junho de 2007

Para economista, PAC põe estabilidade econômica a serviço do desenvolvimento

Rio de Janeiro -
Para o economista José César Castanhar, da Fundação Getúlio Vargas, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) representa uma virada na política econômica do país. Isso porque o programa coloca os instrumentos que construíram o equilíbro e a estabilidade da economia nos últimos anos em seu lugar correto: não como fim em si mesmos, mas a serviço do desenvolvimento. “É importante resgatar a noção de que esses são meios para você assegurar o crescimento econômico e o desenvolvimento no país”, diz ele. O economista recorda que, até então, o que prevalecia era a noção de que cabia ao governo apenas fazer o equilíbrio fiscal, estabilizar a economia, manter uma economia aberta em termos de comércio internacional, como se não fosse importante o planejamento, e o crescimento se desse de forma espontânea. "E o que se observou é que isso não acontece. Então, essa medida tem esse efeito importante de resgatar a noção de que, para o crescimento econômico, é importante uma sinalização estratégica, de longo prazo, e que essa sinalização tem que ser dada, obrigatoriamente, pelo governo”, disse ele.

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