
A nova vacina contra a tuberculose desenvolvida pelo Grupo de Genética de Microbactérias da Universidade de Saragoça, no nordeste da Espanha, pode ficar pronta em cinco anos, pois os testes com animais estão sendo "muito animadores".
O anúncio foi feito em entrevista coletiva pela professora María José Iglesias, que faz parte do grupo liderado pelo professor Carlos Martín, e pela coordenadora da Rede de Epidemiologia Molecular de Tuberculose Multiresistente na Região Ibero-americana, Sofía Samper.
Segundo Samper, esta é uma doença ligada à pobreza, e, embora a situação esteja bem melhor do que há 20 anos, as taxas caíram, mas não desapareceram. Apesar de ser uma das doenças infectocontagiosas que causam maior número de mortes no mundo, a tuberculose pode ser tratada com um coquetel de três medicamentos que devem ser tomados durante seis meses.
No entanto, caso o paciente abandone o tratamento ou tome os remédios de forma incorreta, o bacilo tuberculoso pode criar mecanismos de defesa em relação a estes medicamentos e se tornar resistente (a dois fármacos) ou extremamente resistente (caso se acrescente outro).
Isto tem uma relevância grande para a saúde, já que requer medicamentos de segunda linha, com menor eficácia, mais efeitos tóxicos e mais caros.
A doença afeta países em desenvolvimento, mas também os desenvolvidos, com um aumento de casos na década de 80 por causa do surgimento do HIV, o que fez com que fossem criadas redes nacionais e internacionais para sua fiscalização. Na Europa ocidental, Espanha e Portugal são os países que apresentam maiores taxas de tuberculose, enquanto os ibero-americanos possuem incidências variadas.
*G1
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