domingo, 27 de maio de 2007

Programa de Ensino Médio Pernambucano é Modelo de Sucesso

Brasília-Agência Câmara
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara conheceu nessa semana um projeto bem sucedido de educação em tempo integral aplicado em Pernambuco. O Programa de Desenvolvimento dos Centros de Ensino Experimental (Procentro) surgiu em 2004, resultado de uma parceria da iniciativa privada com o governo estadual de Pernambuco. Atualmente é adotado em 20 escolas de Petrolina, no extremo oeste do estado, a Recife - e tem 9.815 alunos, a maioria escolhida entre os estudantes do ensino médio da rede pública.Os estudantes ficam na escola das 7 horas da manhã às 5 horas da tarde, numa estrutura que conta com laboratórios de ciências, línguas e informática; bibliotecas; e salas de aula temáticas, de acordo com a disciplina estudada. Os 434 professores, também selecionados na rede pública, recebem uma bolsa como incentivo financeiro. destacou. Entre os resultados positivos em três anos de atividades do Procentro, destacam-se as baixas taxas de repetência (2,3%) e de evasão escolar (2,24%) dos alunos, o índice de 67% de aprovação no vestibular e a nota no Exame Nacional do Ensino Médio bem superior à média nacional - 51,7, contra 44,15.
O deputado Raul Henry (PMDB-PE), que pediu a realização da audiência, considera que a experiência do Procentro deve ser tomada como referência a ser aplicada no País inteiro e defendeu mais investimentos em educação. "É um projeto que começa como um piloto, mas que tem todas as condições de ser expandido, como já está acontecendo em Pernambuco. O Brasil gasta hoje aproximadamente R$ 1.950 por aluno ao ano e, nesse modelo de educação, esse valor vai para R$ 2.500, mas isso não é um custo que esteja fora das possibilidades do Brasil", afirmou.
O presidente do Conselho Consultivo da Philips da América Latina, Marcos Magalhães, é um dos investidores privados no projeto. O executivo da Philips chegou a sugerir aos parlamentares a criação de incentivos fiscais para os empresários que investem em educação. Segundo ele, os empresários que hoje investem no programa o fazem de forma voluntária e por um sentimento de responsabilidade social. Magalhães sugeriu que a dedução tributária seja feita sobre algum tipo de contribuição, como a CPMF.

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